terça-feira, 12 de julho de 2016

Pistoleiro do Texas - Parte 4/5

Continuação da publicação anterior:

Protegidos pelo véu escuro da noite, silhuetas indígenas rastejavam-se silenciosas na direção da fogueira onde dormiam tranquilos Bob e Jhony Wally. O farfalhar proveniente da movimentação era ínfimo, quase inaudível, mas existente. Em minutos, pularam sobre os parceiros ainda sonolentos, capturando-os no final.
Foram levados à aldeia ainda de noite. Era noite de lua minguante. Jhony, desmaiado e atravessado num cavalo em trote lerdo, acordou de repente, com um índio a apalpar-lhe descaradamente a bunda dolorida. O índio ria-se de Jhony. O pintor, de pés e punhos amarrados, mal podia se mexer; apenas grunhir.

Viu Bob nas mesmas condições num outro cavalo. O louro ainda estava desacordado. Preocupou-se. "Que farão conosco esses selvagens?" indagou-se, temendo pelo escalpo e pelo traseiro. Logo pensou em Bob. "Se esses malditos tocarem num só fio de cabelo de Bob, mato-os sem pensar!" concluiu, cego de raiva da possibilidade dos índios ferirem o seu companheiro, por quem era fascinado.

Na aldeia, antes de escalpelar as presas, os guerreiros podiam estupra-las à vontade, em suas tendas. Era tradição entre os apaches. Como o capturador de Jhony e Bob era o mesmo índio, Lobo Grande, este penetraria o traseiro dos dois, um por vez, antes de entregá-los à tortura. O louro foi escolhido para ser primeiro penetrado pelo índio, contudo, Jhony protestou. Ofereceu a sua bunda britânica para livrar a do louro amado. "Faça comigo, mas deixe ele!", gritava o pintor, resoluto.

Escolheram-no, enfim. Jhony foi levado a uma tenda junto de Lobo Pequeno. Lá foi despido e lubrificado de óleos essenciais. A penetração selvagem começou e, junto dela, seus gemidos agudos que percorriam toda a extensão da aldeia assustando as indiazinhas e suas mães.

Com Jhony de pernas abertas para o ar, deitado ao chão, o índio mandava ver no rabo do pintor sem dó!

•••

Numa tenda ao lado, Bob despertou e, buscando nortear-se, ouviu os gemidos chorosos do companheiro.

-- Diabo! Que maneira estranha de torturar! -- pensou Bob, sozinho -- Não quero que ferrem o meu rabo como estão fazendo com esse inglês marica! Tenho que dar no pé, agora!

Bob começou a pestanejar no escuro de sua tenda. Logo apareceu uma jovem e bela índia. "Preciso mijar!" alegou o louro, apertando as pernas uma na outra. A índia compreendeu e levou o bandoleiro para fora da tenda, à orla da aldeia. Abriu-lhe o zíper, envergonhada. Bob, no entanto, com as mãos atadas, nada pôde fazer para pôr o pau pra fora da roupa. Pediu, com olhar profundo:

-- Por favor, liberte-me; preciso mesmo fazer isso ou vou molhar as calças!

A índia, encantada com a aparente inocência do azul luminoso dos olhos do bonito louro, ia-lhe liberando as mãos do nó das cordas quando apareceu um guerreiro índio, interrompendo-a. "Diabos! Esse maldito vai estragar meus planos", pensou Bob, irritado com aquilo.

-- Que há aqui? -- perguntou o indígena, apartando a moça de Bob.

-- Ele só queria urinar... -- explicou ela.
-- Então, deixe que ele consiga. -- concluiu.

-- Não consigo tirar pra fora o meu pênis. -- interveio Bob, olhando os dois.

O índio aproximou-se do louro, devagar. Sempre a olha-lo nos olhos, arregaçou suas calças e tirou-lhe o pau pra fora dela. Quando olhou para aquilo que tinha nas mãos, exclamou, surpreso:

-- Hamatsa! -- disse o varão guerreiro.

A índia, que também viu com espanto o pau comprido do bandido, mesmo que flácido, também deixou escapar esta palavra:

-- Hamatsa, o deus da fertilidade!

-- Que diabos é isso? -- inquiriu Bob, deixando a urina evadir-se sem intimidar-se com os olhares espantados.

-- Segundo as sagradas escrituras -- explicou o índio --, um homem bem dotado quando surge nas aldeias deve espalhar sua fertilidade nas moças virgens, pois tem na alma e no corpo o espírito reprodutivo de Hamatsa, o deus da fertilidade; e seus descendentes, se bem treinados, vêm a ser fortes guerreiros para as aldeias onde nascem. Temos que anuncia-lo ao cacique e ao bruxo como o mensageiro fértil de Hamatsa.

Assim fizeram. Conduziram Bob, ainda de mãos amarradas às costas, à tenda de Touro Feroz, chefe da tribo. Lá, junto do feiticeiro, o índio baixou as calças do louro, de uma vez só, causando espanto nos anciãos.

-- Hamatsa! -- exclamou o feiticeiro -- Libertem-no! Não podemos fazê-lo prisioneiro, sendo o mensageiro do deus da fertilidade!

Soltaram-no imediatamente. O louro entendeu que poderia, com isso, deflorar a inocência de algumas jovens moças e, no fim, ir embora sem sofrer represália por parte dos índios. Um sorriso bonito estampou seu rosto jovial e seus olhos azuis faiscaram.

O chefe Touro Feroz, abrindo um sorriso que lhe enrugou as extremidades da cara e erguendo o braço na direção do louro, disse:

-- Tem o membro robusto e forte suficiente para fertilizar quantas das nossas virgens quiser. -- e com um aceno, ordenou ao guerreiro que conduziu Bob -- Rápido, Olhos de Cervo, escolha dez virgens bem afeiçoadas e ordene que se deitem com o mensageiro de Hamatsa!

O índio sumiu por entre as tendas. Ainda ouvia-se a voz lamentosa de Jhony Wally, passivo de Lobo Grande. Bob foi levado a uma outra tenda, maior e mais confortável. Lá, esperavam-no as dez virgens, frágeis e femininas, como ordenado. No rosto do pistoleiro um sorriso felino surgiu ao vê-las.

"O branco tem sorriso bonito", cochichou uma delas a outra, em língua nativa, sorrindo de volta para o bandoleiro. Bob, vendo o medo e o fascínio das moças para com sua beleza, tirou a camisa, insinuando-se, percorrendo as mãos ágeis pelos músculos inchados do corpo. Tirou o cinto, olhando para a própria virilha, e abaixou as calças.

[...]

Continua na próxima publicação.

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