quarta-feira, 6 de julho de 2016

Pistoleiro do Texas - Parte 3/5

Continuação da publicação anterior:


Mais tarde, quando o sol brilhava forte entre as poucas nuvens do firmamento, os dois puderam descansar tranquilos num vale. Ali acenderam uma fogueira e degustaram um peixe assado que Bob agilmente pescou no rio, com uma lança rudimentar. Então, um defrontado ao outro:

-- Preciso que você me dê suas roupas! -- ordenou o louro, sentado num toco com as pernas abertas por causa do calor abafado.

-- Eu? As roupas...? Por quê? -- quis saber Jhony, com os olhos fixos entre as pernas do louro.

-- Estou farto de perambular por aí sem roupa; além disso, não aguento mais você me olhando desse jeito! Ande logo, tire as roupas!

-- Mas... não posso andar nu pelo deserto.

-- Não me interessa! -- rebateu Bob, estreitando os olhos -- Eu é que não posso entrar nas cidades pra livrar a gente dessa com o pau balançando entre as pernas. Vamos, pare de enrolar, me dê as roupas!

-- Não... Eu...

-- Ande, não me faça perder a paciência, diabo! -- exclamou Bob, levantando-se de uma vez.

-- Espere, não posso assim. Vai ter que me bater!

-- Nesses termos, não me deixa escolha!

Após uma saraivada de tapas, socos e bofetões, o pintor, já rubro de hematomas, enfim se rendeu ao macho embrutecido e cedeu as vestes.

•••

Depois de agasalhado das roupas elegantes do pintor inglês, o facínora louro comentou: "Agora está bem melhor!" rindo-se logo depois e ajeitando as mangas do casaco aos braços grossos. Jhony, totalmente nu, cobria-se com as mãos, envergonhado.

-- O que vai fazer agora? -- perguntou a Bob.

-- Vou à cidade. Lá arrumarei um cavalo e roupas para você!

-- E se você estiver mentindo e não voltar, como prosseguirei nu deste jeito?

-- Voltarei! Tem minha palavra!

-- A palavra de um bandido... -- comentou Jhony, sem querer, desiludindo-se.

Como resposta, ganhou outra bofetada forte na cara que o fez sentar no chão, aos pés de Bob. "Idiota! Mesmo sendo uma irritante companhia, não o largarei desse jeito, bem no meio do deserto para virar pasto de abutres. Já disse que voltarei!"

Com estas palavras o bandoleiro deixou o pintor nu escondido entre algumas rochas e foi-se a pé para a cidade de Arlington. Naquela mesma tarde, Bob retornou com um cavalo, munição, víveres e roupas para o inglês!

-- Hurra! Você voltou mesmo! -- bradou o contentíssimo pintor.

-- Disse que voltava! -- rebateu o pistoleiro, com um sorriso estampando o rosto.

-- Vi que é mesmo homem de palavra, além de lindo e bem dotad... -- calou-se bruscamente, o pintor, rubro de vergonha.

-- Diabos, pare de dizer essas coisas! -- resmungou Bob, também pouco envergonhado.

Depois de entregar ao parceiro as roupas compradas na cidade e vê-lo vestido, Bob acendeu uma fogueira para ferver um bule de café e fazer alguns feijões. Comeram. Puderam enfim conversar.

-- Conte sua história, Bob. -- pediu Jhony, levando um punhado de feijões à boca com a um pedaço de pão.

-- Diabo! Não tenho muito o que contar. Vim do Nebraska. Saí de lá depois de estourar a cabeça do bastardo do meu padrasto. Que o inferno o tenha! O maldito espancava minha mãe quase toda noite. Eu tinha só doze anos quando o liquidei. Então fugi, vim para o Texas. Aqui fui vaqueiro, mas os rangers estavam no meu encalço. Aí que, depois de um assalto, entrei para o bando de "El Diablo". Fui recebido como um filho. Com ele eu tinha aventura, grana, proteção e mulheres! -- riu-se ele.

-- Qual sua idade, Bob?

-- Isso importa, maldição?

-- Só perguntei...

-- Tenho vinte. Sabe ... há muito que não durmo aconchegado entre as pernas quentes de uma bela mulher! -- comentou o bandoleiro, olhando para o fim do horizonte e apertando a mala.

Bob encarou Jhony por um tempo e em seu rosto surgiu a malícia num riso. Sem graça e avermelhado o pintor indagou-lhe:

-- Que foi?

-- Nada. Estava aqui pensando...

-- Em que?

-- Nada de mais. Coisas!

-- Oh, sem cerimônia, conte-me!

-- Bem, já que faz tanta questão... Pensava já estar na hora de eu dar uma boa gozada em alguém antes que a falta de mulher me doido! Você não é exatamente uma mulher, mas seria a única opção remanescente; tem um traseiro carnudo e já serve.

O inglês ficou rubro de vergonha. Por um instante, ninguém falou nada. Eis que Bob se levantou e abriu o zíper da calça. Ordenou, com sua voz imperial:

-- Fique de quatro!

-- Eu? Mas... -- gaguejou o britânico, começando a suar.

-- Sim, você. Ande logo, estou mandando. Vou me saciar com você!

-- Por favor, não... Vou sentir dor...

-- Nesse caso, lamento pelo seu traseiro, amigo; agora, de quatro, já!

•••

O pintor obedeceu. Desceu as calças até os joelhos e arrebitou o traseiro baixando a cabeça até encostar no chão. Sentiu o indicador frio do pistoleiro umedecer-lhe a orla anal rodeada de pelinhos com saliva.

Cerrou os dentes ao sentir os primeiros centímetros de Bob. Não pode evitar os gemidos. Centímetro a centímetro, o pau branco enterrou-se em seu ânus, arrancando-lhe mais reclamações plangentes. Sentiu os testículos do bandido encostarem-se nos seus.

Bob recuou um pouco. Viu o buraquinho róseo do pintor piscar, retomando a forma corrugada lentamente. Tornou a enterrar seu membro ali, pulsando-o gradualmente até a velocidade que gostava. Jhony gemia descaradamente, contorcendo-se de quatro para o pistoeliro.

Por fim, gostou da dor provinda de ser penetrado pelo dote robusto do louro. Sentia-se desconfortável, mas relaxado. O vaivém da virilha dele na sua bunda era prazerosa. Sua voz grossa gemendo, alguns tapas que ganhava do louro eram prazerosos para Jhony; sobretudo a voz.

Ali mesmo, depois do estupro tão agradável, rodeando a fogueira, adormeceram os dois, cansados da transa, sobre a relva da pradaria. Aquela noite, entretanto, o destino lhes reservaria uma triste desilusão, que custaria a Jhony muito suor e muito mais dor anal.

[...]


Continua na próxima publicação

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