sábado, 25 de junho de 2016

Pistoleiro do Texas - Parte 2/5

Continuação da publicação anterior:

Na manhã seguinte, o pintor acordou sozinho na gruta. A fogueira era apenas um entulho de cinzas. Olhou ao redor e não viu Bob. Suas roupas estavam ali do lado. Vestiu-as depressa. Observou ainda que as roupas do louro também estavam na gruta, mas seu cinturão com os colts, não.

Saiu às margens do Trinity, e chamou o nome de Bob. Obteve nenhuma resposta. Continuou margeando as águas do rio, buscando algo para comer e chamando pelo bandoleiro de vez em quando.

Do alto de uma colina rochosa, eis que surgiu a figura lépida do bandido, nu e com o sol nascente às costas, em carreira desenfreada pela margem do Trinity. Gritava a plenos pulmões: "Fuja, Jhony! Os índios nos acharam!"

Jhony, assustado, não esperou um segundo aviso. Pôs-se a correr desesperado na direção oposta ao caminho que percorria. Logo, bandido e pintor estavam lado a lado quando ouviram o tropel de alguns cavalos montados por índios que ululavam ferozmente.

Bob, seguido por Jhony, rumou para uma garganta pensando encontrar um local seguro para defender-se dos perseguidores, mas acabara caindo numa cilada. Três índios, emboscados no alto das paredes rochosas, aguardavam-nos ali.

Quando penetrou a estreita passagem, um tiro passou zunindo pela cabeça de Bob, que reagiu fulminante. Atirando-se ao chão instintivamente, o bandoleiro sacou as pistolas como um raio e pôs fim a vida do índio que tentou contra sua vida enfeitando-lhe a testa com um buraco. Matou o segundo índio entocado com a mesma velocidade impressionante do primeiro e feriu mortalmente o terceiro.
Fugiu dali com Jhony antes que aparecessem mais peles vermelhas. Já podiam ouvir os berros arrepiantes dos índios e o tropel de suas montarias aproximando-se quando tornaram a repetir o ato desesperado de outrora: saltar no Rio Trinity.

•••

As águas levaram os corpos dos dois companheiros para longe dali. O eco dos gritos indígenas foram diminuindo com a distância. Bob conseguiu agarrar-se a uma pedra numa curva sinuosa do rio e alcançar sua margem junto do apavorado Jhony Wally.

-- Malditos! -- vociferou o inglês, escorrendo a água dos cabelos com as mãos.

Naquela manhã, Bob parecia mais tenso que de costume. Jhony o seguia com a vista, pra lá e pra cá, também preocupado. O pistoleiro parou e, apoiando as mãos na cintura musculosa, encarou o pintor profundamente, com a vista cerrada. Logo, falou:

-- Vou seguir o meu caminho. Desculpe.

Aquelas palavras sérias atingiram Jhony como uma punhalada à traição. O pintor empalideceu ante a possibilidade de ficar sozinho no meio da padaria selvagem. Seus olhos marejaram-se, enquanto apelava à piedade do pistoleiro, debalde.

-- Já disse, diabo! Não posso bancar a babá sempre, portanto, a partir de agora é cada um por si. -- sentenciou o facínora, inexorável.

Jhony ajoelhou-se aos seus pés, dramático, e agarrou-se a uma das pernas nuas do celerado bonitão, ameaçando não solta-la mais. Educadamente, Bob pediu:

-- Solte-me. Vai ser melhor assim.

No entanto, o pintor continuou agarrado a sua cocha musculosa, com o rosto bem próximo ao seu pênis e seus testículos. Pôde sentir-lhe o cheiro fresco da genitália. Sentiu muita vontade de beija-lá, sentir seu pênis latejar na boca, mas conteve-se disso.

-- Vamos, me solte! -- pediu o bandido constrangido, apertando o saco timidamente, como se quisesse escondê-lo na mão.

-- Só se prometer que não me abandonará...

-- Pare de frescura. Largue da minha perna. Está me deixando embaraçado, maldição!

-- Não. Sinto-me seguro aqui.

-- Estou perdendo a paciência, diabo! -- disse Bob, sacando seu colt, engatilhando-o e mirando a cabeça de Jhony -- Se não me largar agora, estouro seus miolos; tenho nada a perder mesmo!

Um silêncio sepulcral sucedeu as palavras do pistoleiro, tomando o lugar por alguns segundos. Jhony continuou agarrado ao louro bruto, corajosamente, mesmo sob a ameaça de morte. Este finalmente abaixou a arma:

-- É durão, hem? Se eu atirasse, poderia denunciar nossa presença aos índios. Desta vez eu te poupei, da próxima já não sei mais -- fazendo o inglês larga-lo com um sacolejo forte.

[...]

Continua na próxima publicação.

sábado, 18 de junho de 2016

Pistoleiro do Texas - Parte 1/5

Texto: Jesús Blasco

A diligência estava chegando a Dallas, a nordeste do Texas. Assim que atravessou uma estreita garganta de paredes íngrimes e altivas, foi brutalmente parada por uma matula bem armada. Eram bandoleiros chefiados por "El Diablo", um mexicano gordo de olhar gélido e amedrontador.

Já com o condutor de mãos erguidas para o céu, o líder do bando ordenou que saíssem da diligência todos os passageiros, um por um. De dentro do veículo não esperaram uma segunda ordem. Saíram de lá uma senhora apertando sua bolsa contra o busto, espavorida, e dois cavalheiros sendo um deles Jhony Wally, um almofadinha aspirante a pintor britânico e o outro, um advogado de Austin.

Desceu do cavalo e foi ao encontro dos viajantes um rapaz altivo do bando, cabeleira loura sob as abas marrons do chapéu de vaqueiro; olhar profundo, azul, ríspido, contraído pelo peso das sombrancelhas grossas e marcantes. A camisa entreaberta exibia as curvas sinuosas de seus músculos peitorais e abdômen como uma introdução ao seu corpo varonil.

Impressa na calça jeans justa e encardida, sua bunda carnuda movia-se com o passar resoluto das pernas. Afivelado à cintura musculosa, dois colts pendidos pelos respectivos coldres, dando-lhe ares perigosos de pistoleiro profissional. Chamava-se Bob Carson, o celerado louro.

Caminhou até a senhora lentamente, estampando um riso zombeteiro no rosto de traços viris e lisos. Furtou-lhe a bolsa com um puxão! "Dá-me cá isso, galinha!" riu-se depois, com o azul dos olhos a cintilar contra o sol forte do deserto. A mulher pôs-se a chorar baixinho, consolada por Jhony. Furtou o segundo viajante e finalmente chegou ao pintor inglês.

Olhou-o profundamente nos olhos, frigidamente. Jhony suspirou fundo, nervoso, fixo no bandoleiro. Por um tempo permaneceu estático, como imerso no azul oceânico dos olhos do jovem Bob. Tornou a si logo depois quando era percorrido pela mãos rápidas deste que buscava no seu corpo qualquer objeto de valor.

Antes que o louro terminasse de revistar o almofadinha, ouviu-se o sibilo inconfundível de uma flecha que atravessou o ar e cravou-se no peito do condutor da diligência que, após um gemido surdo, caiu morto ao chão.

-- Os índios! -- berrou um bandoleiro, dando o alarma.

No entanto, antes que todos pudessem de fato se preparar e fugir, uma segunda flecha cortou o ar e atravessou impiedosa o pescoço do advogado, abatendo-o também. Todos do bando montaram seus cavalos. Recuaram. Na confusão, Jhony montou junto do louro viril, enlaçando com os braços o seu tronco forte e fugindo disparados dali; a senhora fora largada à própria sorte junto dos cadáveres.

•••

Naquele ínterim, os índios revelaram-se em massa atrás de uma colina. Iniciaram sua perseguição aos bandoleiros de "El Diablo" atirando flechas e disparando tiros de rifle contra os adversários. Seus alvos eram os cavalos: se abatessem os cavalos, poriam as mãos nos bandoleiros vivos, podendo assim estupra-los, tortura-los e no fim, escalpa-los.

Proveniente do tiroteio que surgiu, um dos projéteis indígenas derrubou o animal onde fugiam Bob e o pintor. Ambos rolaram ao chão por um instante, pondo-se de pé pouco depois. Bob, ciente do perigo iminente, agarrou o inglês pelo braço e o arrastou numa corrida. "Vamonos! Temos que chegar ao Rio Trinity!" ofegava o jovem louro a Jhony Wally.

Alguns índios separaram-se de seu grupo e seguiram no encalço da dupla, porém pouco depois, os dois saltaram de um precipício caindo nas águas agitadas do Trinity. Seus perseguidores desistiram de sua caçada e, ao não ve-los emergir, voltaram a unir-se ao resto dos índios.

O louro Bob e o delicado Jhony Wally salvaram-se com sequer um arranhão. Abrigaram-se numa gruta, esculpida numa margem rochosa do rio. Ali Bob pôde despir-se e pôr as roupas para secar. O intimidado Jhony permaneceu dentro das vestes umedecidas, deixando-as secar ao próprio corpo.

Ao ver seu companheiro desnudo, como veio ao mundo, com o mastro flácido bailando entre as pernas, o pintor mal tirava os olhos do belo corpo do louro. "Este caubói rude é uma autêntica obra de arte do velho oeste!" pensava consigo, admirado pela superioridade viril do bandido. Notando o entusiasmo do pintor:

-- Nunca viu uma rola na vida? -- riu-se Bob, tirando a água de sua bota.

O inglês corou. Abaixou a cabeça, mas depois a ergueu para o homem nu novamente. Logo, imerso em seus devaneios sobre o dote ereto do bandoleiro louro, sobre sua flacidez testicular, sobre seus pêlos pubianos igualmente louros, continuou roçando pedras umas nas outras, fingindo querer acender uma fogueira quando na verdade sequer sabia como agir.

•••

Bob aproximou-se. Tomou as pedras de suas mãos e as atirou longe no rio. Inconformado, Jhony levantou-se do chão e pôs-se a reclamar da atitude de Bob, em demasia. Este, como resposta, virou-se e impingiu um tapa violento no rosto do pintor que caíra sentado aos seus pés. "Diabo! Como fala! Nunca acenderia nada com aquilo!", irritou-se o curvilíneo Bob Carson.

Jhony, surpreso com o tapa forte que lhe ardeu na face, permaneceu sentado, assistindo o vaivém constante do bandido. Admirava suas costas largas, por onde escorriam-se algumas gotas de água até as nádegas carnudas. Seu peitoral forte, suas axilas louras, suas pernas e braços, nada escapava aos olhos do artista inglês. "Que homem maravilhoso! Hei de pinta-lo um dia, com todo o seu esplendor viril!" balbuciou Jhony, ainda sentindo no rosto a força daquela bofetada.

Àquela noite, uma chuva diluviana caiu sobre as margens do Trinity. As roupas sequer tiveram tempo de secar ao sol que logo desaparecera dando lugar as nuvens enegrecidas. Bob, sem esforço, acendeu dentro da gruta uma robusta fogueira que apagava-se vagarosamente e deitou-se perto dela, ainda completamente nu.

Usando as mãos confortavelmente como encosto para a cabeça, o pistoleiro dormiu um pouco aquecido pelo rescaldo aconchegante provindo do fogo, acordando logo depois com o pintor tremendo-se de frio.

-- Tire estas roupas molhadas ou vai morrer friorento, aí no canto!

-- Se tirá-las sim é que morrerei.

-- Nada disso! Venha para perto de mim!

Obediente ao louro, Jhony livrou-se das calças, casaco, colete, meias, botas e, mesmo que relutasse, da ceroula. Aproximou-se da fogueira, qual estava esticado o louro, cobrindo seu membro atrofiado com as mãos. Naquele momento uma rajada inesperada de vento frio invadiu o interior da gruta, fazendo bruxulear a fogueira, que quase se apagou. Bob, após sentar ao chão, reavivou os gravetos chamejantes ordenando ao pintor, com sua voz possante:

-- Deite-se sobre o meu corpo, assim, vamos sobreviver até amanhã!

Tornou a obedecê-lo, o pintor passivo. Apoiou a cabeça sobre o peito quente do pistoleiro nu, encaixando o pescoço em sua axila e partilhando de seu calor imprescindível. Seus braços abraçaram-no, englobando seu peitoral parcialmente peludo. Pelinhos louros, lisos, quase invisíveis. Com o contato físico viu o pênis do bandoleiro enrijar-se, dobrando de tamanho, com espanto e entusiasmo, alumiado pelo fogo. Notou ainda que o cheiro do pistoleiro era bom, um tanto suado, mas bom, e assim adormeceu sobre cada músculo do seu corpo rústico.

[...]


Continua na próxima publicação.

sábado, 11 de junho de 2016

Doce Vingança - Parte 2/2

Continuação da publicação anterior:

Sentou-se, o velho Burton. Despiu o rapazote em pé na sua frente. Encantado, deslocava as mãos pela extensão de seu corpo jovem e firme. Devia ter 15 anos, o garoto. “Vou deflorar você hoje, meu rapaz!”, confidenciou o xerife.
Abaixou as vestes rústicas daquele rapazola e pô-se a masturba-lo, rapidamente. Logo gozou com um gemido. O xerife exibia a poça de sêmen acumulada em sua mão com espanto. “Vou fazer uma dessas na sua boca, meu garoto!”
Burton atravessou o jovem em sua cama larga. Afastou suas pernas ligeiramente. O rapaz ingênuo sentiu o dedo grosso e áspero do xerife penetrar-se vagarosamente em seu orifício virgem. Arregalou os olhos azuis, contraindo as sombrancelhas louras.
Burton penetrou os centímetros de seu pênis curto no ânus rugoso do moleque. “Ah”, gemia ele, em cima do garoto. Abafou com a mão os seus gemidos agudos, impedindo-lhe a voz. Estuprou-o por inumeráveis minutos até enfim encher-lhe os lábios avermelhados de seu sêmen viscoso.
O rapaz, desconfiado e desconfortável, vestiu-se e saiu da casa do xerife sempre a olhar em volta. Pela escuridão das ruas, logo sumiu. O xerife ficara só, esticado sobre a cama, saboreando ainda o prazer de desvirginar aquele belo jovem, completamente nu.
Ouviu um barulho na porta. Ergueu-se depressa, apreensivo, pensando ser o rapaz de volta. Não era. Voltou-se para a cama, mas empalideceu quando viu a silhueta do negro Moisés, completamente nu, de pau rijo.
O negro fundeou o pau maciço ao ânus latejante do xerife surpreso. Este berrava, rangendo os dentes, subornado à dor de ser penetrado por um afro-americano bem dotado. Cada vez que o pau enterrava-se, rasgando-lhe, sua garganta desfazia-se em gemidos plangentes. Ninguém ouvia.
Moisés, encimando o xerife, não tapou-lhe a boca; queria ouvir suas súplicas. As lágrimas escorriam-se de seus olhos verdes enquanto seus lábios imploravam piedade. O negro, cego de vingança, sequer o ouvia. Enfiava-lhe o mastro no traseiro cabeludo, embrutecido, inexorável. Socava-lhe fundo; o possuía como fizera com o rapazote há pouco. Cada vez mais rápido e feroz.
O sangue de Burton já derramava-se pelas suas nádegas trêmulas, manchando os lençóis da cama. Gritava, pedia socorro, mas ninguém ouvia. A cidade parecia dormir profundamente.
No dia seguinte, quando o sol e o trinado das aves anunciou o dia, o xerife Burton encontrava-se morto sobre os lençóis da cama onde fora penetrado sem complacência. Ele, de bruço, tinha a calça baixada, as penas ligeiramente afastadas; os olhos ainda estavam abertos, olhando a janela; o ânus largo e róseo, e sobre as costas, lambuzando a camisa, o sêmen viscoso do negro Moisés que não descobririam jamais.

Jesús Blasco, 27 de Abril de 2016.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Doce Vingança - Parte 1/2

Texto: J. Blasco

Denver, ano de 1881. Burton, o xerife daquele cruento povoado esquecido do resto do país punha à força de pontapés o negro Moisés para fora do saloon. “Fora, saco de carvão!” berrava loucamente por todos os poros. Não o expulsava do saloon ante aos olhos submissos de toda a cidade por calote ou perturbação da ordem pública. Era pela cor da pele.
Chutou o negro ébrio titubeando até este cair na poeira vermelha da rua principal. Alguns caubóis, parados sobre a sombra dos alpendres dos comércios, gargalhavam-se da surra que Moisés levava. Não podiam tolerar um negro bebendo num bar de brancos.
De súbito, Moisés lançou-se sobre o xerife, enfurecido. “Vou rasgar-te em dois, xerife Burton!”. Mal alcançou a figura gorda de Burton quando dois gorilas impediram-no com socos no estômago. Moisés teve o tempo de tombar ao chão, retorcendo-se de dores atrozes.
Burton, enlouquecido pela afronta, atirou o negro ao bebedouro dos cavalos. Humilhou-o, imergindo sua cabeça na água torva, proferindo-lhe características racistas. A cidadela parou para assistir ao combate desigual. Cada qual, sob a segurança de seus alpendres, espiavam o xerife revolutear-se com o negro nos punhos.
Um afro-americano monumental, escultural, era Moisés; de corpo altivo, parrudo, braços firmes; grunhia ao chão poeirento. Não satisfazendo-se, Burton rasgou as calças encardidas de Moisés, deixando-o completamente nu defronte aos olhos já assustados da cidade. Apanhou o chicote e lanhou suas nádegas fortes com o fio cortante do azorrague. O sangue vermelho do negro escorreu-se vagaroso, contornando a voluptuosidade das suas curvas generosas.
Quando calaram-se as risadas que acompanhavam de perto os movimentos de tortura de Burton, o negro continuou ali, desacordado. Como um cão encolhido na rua, lá Moisés permaneceu por horas, bem onde o deixaram, ao lado do bebedouro, desnudo, até que foi retira-lo de lá um homem.
No dia seguinte, a nudez robusta de Moisés era o fatídico assunto nos saloons de Denver. Cada boca dava uma proporção diferente e fenomenal para seu pênis negro e descrevia sua versão exagerada da sucessão de acontecimentos. Todas, no entanto, exaltavam o xerife Burton com um grande homem da lei.
O tempo passou. O xerife tornou a cometer outras atrocidades cruentas contra outros cidadãos, talvez para fazer lembrar o seu embrutecimento e rudeza pondo assim ordem na casa. O negro desnudo fora enfim esquecido, mas seu anseio por vingança, jamais.
Num obscuro dia de Maio, após ter caído uma chuva diluviana, Denver encontrava-se sobre a lama. Burton, após o expediente, foi-se depressa para o saloon. Lá ficou entupindo-se de uísque e ouvindo estórias até sentir vontade de ir embora.
No caminho de casa, encontrou-se com um caubói que o esperava na penumbra discreta de um alpendre. Ambos seguiram para a casa do xerife, sempre a olhar em volta.
Pôs a chave na fechadura. Abriu a porta. A casa, costumeiramente, estava retida na escuridão. Entraram, o xerife e o homem que o seguira. Fechou a porta. Abraçaram-se eroticamente, arduamente.
A luz bruxuleante de um lampião aceso dava luz ao ambiente. O homem que acompanhara Burton era um rapaz lépido, de olhos claros e amedrontados. Louro, de cabelos ondulados sob o chapéu rústico. Sorriu, ao ver o sorriso malicioso do xerife.

Continua na próxima publicação.