terça-feira, 26 de abril de 2016

Hauam, O Negro Egípcio - Parte 1/3

Texto: Jesús Blasco

Era 887 a.C., num desabrochar cálido de Agosto em uma cidadela escarlate, perdida entre os desertos da mãe África. Numa cabana discreta, no meio de um povoado, carcomida e coberta por paus e pele animal, um negro cintilante de suor, Hauam, enterrava brutalmente seu pênis venoso no ânus latejante de seu amante raquítico Goldas. Este gemia abafadamente, apertando os próprios dedos à boca, até o término da transa quando um jato de sêmen embebeu suas costas nuas enquanto ainda deitava sob o calor dos músculos rijos daquele negro atlético.

Goldas, após lavar-se com a água de um jarro, jogou sobre o corpo desnudo de Hauam as sete moedas de prata que prometera. “Espere-me novamente hoje à noite, com outras sete dessas!”, disse o vizir do faraó Sahalli antes de deixar a cabana do negro.

Discretamente, como uma sombra, o estranho Goldas percorreu as ruelas silenciosas do povoado que cercava o castelo real até penetrar nas propriedades régias.

No interior luxuoso do palácio, assim que foi avistado pela rainha Raquel, o esquelético Goldas dirigiu-se até ela. Saudou-a, curvando-se ligeiramente:

― Minha rainha soberana.

― Goldas! Estava mesmo a tua procura pelo palácio. Pretendo falar da virgindade da princesa Elenor e do príncipe Arthur.

― Sim, minha rainha.

― Então vamos, sente-se.

― Desculpe desobedecê-la, soberana, mas não a posso atendê-la!

Goldas, que há alguns minutos fora ferozmente arrombado pelo dote do negro Hauam, tinha a bunda dolorida e machucada. Nesses termos, alegou, cinicamente:

― Hoje uma cabra solta me coiceou o traseiro e estou dolorido!

― Sei... ― disse a rainha, a torcer o nariz fino.

― Mas diga-me, soberana, quem serão os escolhidos?

― Quero a tua honesta opinião! Tu já guiaras Sahalli nas mais turvas guerras e conspirações e haverá de saber quem será o melhor guerreiro para desvirginar a princesa!

― Minha rainha, vamos ao pátio para que escolhas o pretendente de Elenor. Mande que todos abaixem as tangas; Abdal não recusará a tua ordem.

Convencida, a faradisa dirigiu-se para a sacada com a fiel figura de Goldas ao lado. Ao saírem a céu aberto e alcançarem a sua angulosa margem, os olhos curiosos de Goldas repousaram sobre o tronco negro do amado Hauam, e logo se preocupou. “Se a rainha escolher Hauam para pretendente da princesa, talvez se torne príncipe e não poderei mais tê-lo.”, perturbou-se o velhaco.

Logo que notou a presença ilustre da idolatrada faradisa, o general Abdal cobrou a postura de seus guerreiros servos na presença da soberana, e depois a atendeu:

― Minha rainha. Diga e serás atendida.

Esta estendeu a mão ornada de jóias faiscantes sobre os guerreiros, ordenando:

― Abaixem as tangas!

O general aquiesceu imediatamente. Todos os guerreiros abaixaram suas vestimentas, deixando a mostra seus pênis sob a luz solar do meio-dia. A rainha, percorrendo por todos os pênis o seu olhar crítico e austero, logo apontou para o de Hauam e proferiu em alto tom:

― Hauam é o escolhido! A princesa precisa ser desvirginada por um guerreiro viril que lhe dê filhos fortes, e esse guerreiro será Hauam. Os demais me envergonharam abaixando suas vestimentas.

Mal as palavras terminaram de serem pronunciadas quando a soberana lhes deu as costas, desdenhosamente; a fila de guerreiros junto a Hauam inclinou-se ligeiramente para observar o seu membro negro e entender porque ele era o escolhido. Logo que viram o dote cintilante ao sol, se recompuseram. “Por Alá, parece um cavalo árabe!”, pensou consigo o pasmado general Abdal limpando o suor da testa rugosa. Depois, sua voz se fez ouvir:

― Vistam-se!

[...]

Continua na próxima publicação

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