sábado, 16 de abril de 2016

Chupa Minha Piroca?

Texto: V. Orestes

Era de tarde. Marcelinho jogava bola com o amiguinho Rodrigo, sozinhos no campo. Ambos tinham a mesma idade. Eram bons de futebol. Marcavam vários gols quando jogavam pelo time da escola, além de agitar a torcida.
Quando aquele jogo acabou, Rodrigo, cansado e suado, desencapou o pau para dar aquela mijada no gramado. Logo Marcelinho chegou ao seu lado, tirou sua rola para fora, descobriu a cabeça e soltou o mijo na grama também. Um olhou para o pau do outro. Rodrigo tinha o pau maior que o do amiguinho e logo cantou vantagem: “Que pintinho!”, riu-se ele enquanto esfregava a cabeça do seu pau na camisa do amigo Marcelinho, sujando-a de urina.
Marcelinho, que não se intimidou, lançou um “Cala a boca!” e também começou esfregar seu pau no amigo Rodrigo. Logo estavam esfregando um pau no outro. Como uma lutinha de espadas. “Minha espada é maior que a sua!” tornava a cantar o convencido Rodrigo. Marcelinho não falava nada. Só esfregava seu pintinho enquanto olhava o pinto do amigo.
Rodrigo, gostando da brincadeira, lança: “Chupa minha piroca?”, perguntou. “Só se você chupar a minha também!” respondeu Marcelinho, todo animado. Este se ajoelhou e enfiou o pau de Rodrigo na boca enquanto ele segurava sua cabeça.
Depois de Marcelinho ter babado bastante seu pinto, Rodrigo queria mais. “Vamos ali no banheiro?” convidou. Ambos entraram no lugar. Lá os dois abaixaram a roupa, Rodrigo pôs Marcelinho de quatro e comeu o seu cuzinho. Marcelinho gemia, mas estava gostando de sentir o pau do amiguinho encostar-se à sua bundinha. Aquela transa precoce durou algum tempo quando Rodrigo repetiu a dose: “Chupa minha piroca de novo?”. Marcelinho se ajoelhou e novamente enfiou o pinto duro do amigo na boca e o babou. Rodrigo soltou um jato de mijo na boca de Marcelinho, que saiu cuspindo e falando: “Eca, que nojo!”. Rodrigo riu do amigo. “Agora é sua vez de chupar o meu!”, reclamou Marcelinho.
O esperto Rodrigo vestiu-se rapidamente e depois zarpou do banheiro sem devolver a chupada ao colega. Marcelinho, pensando ter chegado alguém, vestiu-se depressa e também zarpou, alcançando Rodrigo na carreira. Já na rua, Marcelinho reclama:
― Eu chupei o seu, por que não chupou o meu?
― E eu sou baitola para ficar chupando pirocas? ― replica Rodrigo.
― Mas não é justo. Eu chupei o seu! ― torna a insistir, Marcelinho.
― Você chupou o meu porque foi bobo! Agora vou contar para a turma que você gosta de mamar pirocas! ― riu-se Rodrigo, correndo do amigo tapeado.
Desde então a fama de chupador que Marcelinho adquiriu se espalhou entre os amiguinhos do bairro e ele nunca mais deixou de ouvir o pedido “Chupa minha piroca?” e, claro, de atendê-los.

Virgílio Orestes, 18 de Fevereiro de 2016.

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